domingo, 13 de julho de 2008

PERSONALIDADE

A história do paisagismo brasileiro, a partir de 1930, está ligada à obra mundialmente famosa
de Roberto Burle Marx. O começo é difícil. Os jardins brasileiros obedecem ao modelo europeu.
A elite conservadora da época estranha o estilo abstrato e tropical de Burle Marx. Mas a renovação nas artes e na arquitetura é uma tendência mundial e irresistível nos anos 30. No Brasil, um grupo de jovens arquitetos, profundamente influenciados pela corrente francesa liderada por Le Corbusier, revoluciona a arquitetura. Entre eles, Oscar Niemayer e Lúcio Costa. A moderna arquitetura brasileira usa novos materiais. Aço, vidro e concreto pedem o paisagismo renovador de Burle Marx. Apaixonado pela flora brasileira, realiza incontáveis viagens por todo o país à procura de plantas raras e exóticas. Pouco a pouco, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. Sua reverência ao verde torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente. Pintor, designer, arquiteto, paisagista, artista plástico, tapeceiro. Nas horas vagas cantor lírico. Sua obra como artista plástico é amplamente reconhecida e premiada. Pouco a pouco, o nome de Burle Marx paisagista ultrapassa as fronteiras do Brasil. Sua assinatura brilha em milhares de projetos espalhados pelos cinco continentes. Contudo sua grande paixão, sempre foi o Brasil. O Largo da Carioca, a orla do Leme, o calçadão de Copacabana, os jardins suspensos do Outeiro da Glória e o tão especial para ele Aterro do Flamengo são parte de sua incrível obra. Do trabalho conjunto com Oscar Niemayer e Lúcio Costa nascem o Parque da Pampulha, Minas Gerais, e os famosos jardins de Brasília. Entre suas obras mais expressivas estão os jardins do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Um comentário:

JotaChaves disse...

Paisagismo, uma parte muito específica e bonita da arquitetura. Parabéns pela persquisa, muito interessante.